Campus Life


31/05
2016

De (ex) aluno para aluno


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Hoje quem escreveu pra gente foi a ex aluna Julie Grudtner que atualmente estuda Jornalismo no Unasp- EC. Ela compartilha com a gente um pouco da sua história vivida no IASP e a saudade que carrega no coração de nosso campus. Leia!

Meu tempo no IASP

Eu morei em Curitiba durante sete anos antes de ir pra “Hortocity”. Mudamos para maravilhosa cidade em 2011, quando meu pai foi chamado para ser pastor do distrito do Remanso Campineiro. Nessa época eu tinha uns 12 para 13 anos e achava que a mudança para Hortolândia acabaria com a minha vida. Chorei bastante, até porque a cidade não tinha shopping, McDonalds, Subway, resumindo não tinha nada. “Nadica” de nada!
Eu ia começar o 8º ano e não queria fazer amigos. Porém, logo de cara fui apresentada a todo povo da sala. É engraçado porque eu estava sendo apresentada aos meus melhores amigos e não fazia a mínima ideia disso.
Em setembro do ano seguinte, meus pais precisaram fazer uma viagem durante um mês para o exterior e me deixaram no pensionato. Como eu já conhecia todo mundo do internato, cheguei metendo moral em tudo! Só que não!
A única pessoa interna que eu tinha mais amizade era a Raquel, e isso que a gente nem se falava direito. Grudei nela quando entrei para o internato. Lembro que o pessoal da mesa da Raquel não gostava muito de mim, porque ela começou a passar a maior parte do tempo comigo. Acho que o começo é sempre muito marcante, né! Mas as coisas foram se ajustando e fiz amizade com seus colegas. A Raquel e eu sempre inventávamos alguma coisa divertida para fazer.
Gostei tanto daquele mês no internato que decidi ficar até o final do ano. E no ano seguinte. E nos outros dois anos também.
Quando lembro de IASP, parece que o meu coração bate mais profundamente. Foram diversas tardes no esporte jogando basquete com os meninos, noites andando pelo colégio, viagens do coral, sociais, just dance no quarto, guerrinhas de bolinha de papel, campeonatos de futsal, festinhas, zueiras e conversas sérias também, despedidas, tanto carinho do Pr. David, tantos ensaios do Marcados (haha) e os inúmeros olimpiasp.
Ainda lembro aquelas frases que dizíamos: “vamos seguir em frente”, “não sei se aguento mais”, “mas não quero ir embora”, “eu não sei o que seria de mim se não tivesse te conhecido”, “não estou pronta para crescer” e outras que usávamos entre amigos.
Aprendi que as brigas nunca valem a pena, já que no fim ninguém é melhor que ninguém. E foi o que sobrou…. o aprendizado. Sobrou a alegria de ter aproveitado essa fase para buscar a Deus. Sobraram as ideias sonhadas. A certeza de que tudo valeu a pena, inclusive cada lágrima derramada. E sobra saudade, né!

Todo mundo sempre fala que devemos aproveitar o colégio ao máximo porque acaba rápido, mas de nada valem os momentos se Deus não está junto. Então, se posso te dar alguma dica? Não perca tempo sozinho em seu quarto ou reclamando do pão de queijo que está duro. Sempre vai ter algum amigo para fazer alguma coisa divertida. Sempre vai ter um banho de chuva ou um vôlei de areia e o melhor, sempre vai ter um Deus para curtir tudo isso com você. 